quinta-feira, 18 de maio de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Every exquisite thing

Autor: Matthew Quick
Número de páginas:  265
Avaliação: *** *  (3,5)



  

   Nanette O'Hare era uma aluna excelente, e artilheira do time de futebol de sua escola. Porém, quando um professor que ela admirava deu-lhe a cópia do livro The Bubblegum Reaper, sua vida começa a mudar, porque ela passa a ver a vida de forma diferente. Ela inclusive acaba conhecendo Booker, o autor do livro, que se torna um amigo, assim como Alex e Oliver, outros dois garotos que também leram a obra. Cansada de aceitar as expectativas e os padrões estabelecidos por seus pais e pela escola, Nanette decidiu desistir de algumas coisas para poder se encontrar de verdade. O problema é que isso pode ser bem difícil.

"There are a lot of lonely kids in this world, but the problem is that they don't know about each other. If the lonely kids could just team up, a lot of good things would happen, ..." (pág. 39, original)


  A história é dividida em duas partes. Na segunda, ocorre uma mudança muito inusitada e inteligente: a personagem principal, após consultar uma terapeuta, passa a se referir a si mesma na terceira pessoa, ou seja, os eventos passam a ser contados pela mesma personagem de maneira diferente, mais impessoal e menos íntima. Estranhei essa troca demais no começo, mas depois de algumas páginas notei que foi um jeito eficiente de transmitir o sofrimento de Nanette. Ela começa a se importar mais consigo mesma depois da experiência de distanciamento. Ao cortar o "eu", ela cortou sua individualidade, mas esse processo foi importante para ela aceitar aquilo que a tornava única e entender seus verdadeiros desejos. O engraçado é a reação dos colegas, eles preferem vê-la sendo igual ao grupo do que sendo ela mesma.

    Somado a isso, há a confusão de seu relacionamento com Alex, que acaba levando sua ideologia ao extremo, causando problemas. Porém, esse radicalismo todo traz a emoção para os poemas escritos por ele, os quais deixam Nanette ao mesmo tempo impressionada e com medo. 

    Como a leitura do livro The Bubblegum Reaper foi um marco na vida da personagem, fica claro o quanto uma história pode mudar nossa visão de mundo, trazer questionamentos e influenciar nossas atitudes.

"Maybe yieldling to our true nature propels us forward into the great unknown, towards targets that we haven't even dreamed up yet but exist nonetheless." (pág. 265, original)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

The Little Book of the Icelanders



Autora: Alda Sigmundsdotter

Avaliação:  * * * 
Sinopse:  
Neste pequeno livro bem-humorado, a autora conta sobre as peculiaridades da culura islandesa.



     Meu irmão trouxe esse livro quando voltou de sua viagem e me recomendou.  A forma como a nação islandesa é descrita é muito legal. Cada capítulo trata de um assunto do cotidiano, os quais se relacionam entre si. Aprendemos desde a necessidade de independência que sentem os islandeses e como seus sobrenomes são formados, até as celebrações marcantes, de aniversários a funerais.


"Cada vez que penso que encontrei algo concreto para falar sobre o caráter islandês, me deparo com um paradoxo. A necessidade de independência vs. a necessidade de estar conectado com os outros." (Introdução - tradução livre.)

    A autora se propôs a algo difícil: definir a cultura do país, generalizando mas mantendo-se realista e fiel. Sabemos que cada pessoa tem peculiaridades então tentar encaixar toda uma nação em hábitos pode ser complicado. Porém, acho que ela conseguiu fazer isso com uma escrita agradável. Terminei a leitura em um fim de semana na praia, e valeu a pena.

domingo, 28 de agosto de 2016

Fortaleza Digital


Autor: Dan Brown
Número de páginas: 331
Avaliação:* * * *

Sinopse:  Responsável por monitorar as comunicações de todo o planeta e proteger informações do governo dos Estados Unidos, a ultra-secreta NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, investiu às escondidas numa arma revolucionária, o supercomputador TRANSLTR para combater a ação de grupos terroristas na era da informática.  
                Quando o infalível TRANSLTR é paralisado por um misterioso código, a agência convoca a chefe do Departamento de Criptografia , Susan Fletcher, para investigar o que está acontecendo. Enquanto ela tenta desvendar o enigma, seu namorado, o especialista em idiomas David Becker, percorre as ruas de Servilha atrás de um anel que pode conter a chave do código.
            Nestes tempos em que conversamos, mandamos mensagens pelo Whatsapp, olhamos o Facebook e caçamos pokemons, tudo ao mesmo tempo, desacelerar para ler um bom livro é preciso, e é ainda melhor se a história envolver computadores, tecnologia e códigos secretos. Comecei o romance por curiosidade, e me interessei cada vez mais. Os capítulos de cada núcleo da história vão se intercalando num ritmo eletrizante, fazendo da trama dinâmica o ponto forte da obra.

"- Códigos - disse Becker. - Como você sabe por onde começar? Quero dizer... como você os quebra?
Susan sorriu. 
- Você, mais que ninguém, deveria saber. É como estudar uma língua estrangeira. No ínicio, o texto parece incomprensível, mas aos poucos você aprende as regras que definem sua estrutura e começa a extrair o sentido." (página 23)

             Também é interessante a forma como o mistério é conduzido, muitas vezes inclusive deixando o leitor confuso sobre o que (ou quem) está por trás dos acontecimentos. Junte isso com personagens cativantes e a narrativa fica completa. Apesar de alguns clichês, as reviravoltas surpreendem de verdade.
              Ainda não li outros livros de Dan Brown, porém, depois deste, já vi que não é preciso desvendar nenhuma mensagem criptografada para perceber a habilidade do autor.




sábado, 20 de fevereiro de 2016

One Hundred Names ( A Lista)



Autora: Cecelia Ahern
Avaliação:* * * *

        Cem nomes, e nada mais, é o que a jornalista Kitty Logan tem para escrever a história que pode salvar sua carreira. Sua mentora e amiga, Constance, deixou essa lista antes de morrer, sem ter tempo de explicar a história que ligava todas essas pessoas.  Agora Kitty precisa entrevistá-las para descobrir, isso justamente em um momento extremamente conturbado de sua vida.

       Li esse livro em casa, no ônibus, na beira da piscina... É uma leitura leve e ao mesmo tempo extremamente real e humana. A autora descreve bastante o funcionamento das conversas, a energia que passamos ao conversar, os silêncios, a profundidade ou superficialidade de um assunto, enfim, ela fala sobre vários aspectos da comunicação. Curti bastante isso, e também a forma como ela nos permite conhecer o interior dos personagens.

       A narrativa em terceira pessoa não foi motivo de distanciamento, porém, em certos momentos me vi não tão imersa na história. Meu envolvimento foi maior mais perto do final, onde tudo fica ainda mais interessante. O legal foi ver como cada pessoa que Kitty conhece é única e como todas juntas a ajudaram a "dar a volta por cima".

       " Constance: Algumas pessoas dizem que você não deveria operar de um lugar de medo, mas se não há medo, como haverá um desafio? Normalmente é aí que fiz meu melhor trabalho, porque eu acolhi o medo e me desafiei. Vi essa jovem que tinha medo de não conseguir voar e pensei...essa é a garota para nós."(pág. 7, tradução livre)

         A Lista é um romance meio Nicholas Sparks, mas ao mesmo tempo trata de uma forma diferente sobre temas como família, amizade, perdão e ajuda ao próximo. Depende muito do gosto de cada leitor, mas realmente o livro tem qualidades.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Minha Vida Fora de série 3



Autora: Paula Pimenta
Número de páginas: 417
Avaliação: * * * 
   Sinopses: 1ª temporada  aqui                                                                                                                  2ª temporada  aqui                                                                                                                  3ª temporada  aqui                                                                                                                                                                                                                                                                 Descobri os livros da Paula Pimenta quatro anos atrás mais ou menos, então é como se conhecesse a personagem Priscila  na vida real mesmo. Então, preciso ser sincera e dizer logo a verdade: eu cresci durante esses anos, enquanto "Minha Vida Fora de Série" não evoluiu tanto quanto eu esperava. Isso ficou bem claro nesta "terceira temporada".                                          "Normalmente, passamos pelas mesmas ruas dia após dia, então não notamos uma árvore crescendo ou um prédio sendo construído. Nosso olhar se acostuma com a paisagem, e um belo dia a árvore está grande, o prédio está pronto, sem a gente nem perceber. Mas quando saímos do ambiente e depois voltamos, notamos as diferenças todas..."pág.255                                     Claro que continuo me identificando com a narrativa, por exemplo, com a relação de Priscila com suas amigas, com seus bichinhos de estimação e com sua cunhada e, neste último livro, com o fato de ela ganhar um afilhado. Eu também sou madrinha, então me vi bastante na história. Mesmo assim, tudo é contado de forma bastante simplificada, certos assuntos poderiam ser desenvolvidos melhor. É verdade que Paula Pimenta consegue jogar muito bem com flashbacks e com capítulos contados por personagens diferentes (por exemplo, um capítulo contado por Priscila, outro por Rodrigo, apesar de eu sentir falta de mais capítulos do Rodrigo). A autora também deixa pistas que só se resolvem depois, e então pensamos "claro, como não vimos que isso ia acontecer!", o que é um sinal de uma escrita inteligente.  Porém, toda essa habilidade em lidar com a forma de narrativa não acontece quando se trata do conteúdo, que poderia ser mais interessante e, em vez disso, acaba focando muito só no namoro de Priscila e Rodrigo.                                                                                                                                       Uma parte legal foi o encontro da Priscila com sua antiga amiga Luiza, porque mostrou que é possível nos reaproximar de pessoas que estavam distantes mas que voltaram para nossa vida, nos fazendo perceber o quanto são importantes para nós. A amizade fica diferente, porque as pessoas também mudaram, mas isso não significa que não possa ficar ainda melhor do que antes.                                                                                                                                      (Spoiler) O que me impressionou foi que fiquei mais triste e emocionada com a morte do furão Chico do que com a separação do casal principal. No livro Fazendo Meu Filme 3, até chorei com o final, quando Leo e Fani terminam o namoro de forma muito dramática. Já aqui, foi diferente, talvez por eu saber que a Priscila e o Rodrigo voltarão a ficar juntos algum dia.                                                                                                                                                                             A série da vida da Priscila segue com um roteiro cativante e, apesar de ter sido mais atraente para mim quando eu era mais nova, ainda tive aquela aquela vontade de não desgrudar do livro até terminar. Acho que sempre terei um carinho enorme pelo trabalho da Paula Pimenta. De todo modo, acabo com uma das citações de seriados, presentes no início de cada capítulo:                                                                                                                                                                "O mais importante é não se tornar amargo por causa das decepções da vida. Aprender a deixar o passado para trás. E entender que nem todo dia será ensolarado. Mas, quando você se encontrar perdido na escuridão e no desespero, lembre-se: somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas. E são essas estrelas que o guiarão de volta para casa. Então não tenha medo de cometer erros. Ou de tropeçar e cair. Pois, na maioria das vezes, as melhores recompensas vêm quando se faz aquilo que você mais teme. Talvez consiga tudo o que deseja. Talvez consiga mais do que jamais tenha imaginado..." (One Three Hill) pág.394        

sábado, 29 de agosto de 2015

Feliz por nada




Autora: Martha Medeiros
Número de páginas: 211
Avaliação: * * * * 

      As melhores crônicas de Martha Medeiros, uma de minhas autoras prediletas, estão reunidas aqui. Com seus pensamentos sobre o cotidiano, mas nem por isso banais, somos transportados para um lugar aconchegante, tranquilo, em que cada frase convida à uma reflexão sobre a vida. 

"(...) sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada (...)" Trecho da crônica que dá nome ao livro.

       Faz algum tempo que li este livro, mas dei uma olhada nos textos novamente para escrever aqui, transmitindo um pouco da experiência de ler Martha Medeiros. Dentro do possível, é claro, já que ler é uma experiência subjetiva. Cada pessoa lê um livro da sua maneira. Para mim, por exemplo, o fato de a obra ser composta por pequenos textos, de duas ou três páginas, é uma qualidade. Permite que se possa escolher o que ler primeiro e ainda, o que reler. A independência entre as crônicas torna tudo mais leve, diferente daquelas histórias que parecem não terminar nunca.                                                                                                                                              Como na verdade todas as crônicas foram publicadas em jornais antes de serem reunidas, eu já conhecia uma delas, "O Deus das pequenas coisas", lembro que quando li na Zero Hora ela realmente mexeu comigo, por isso foi legal tê-la no livro, para poder guardar. Na verdade, ela e outras do livro trazem a mesma ideia, de que para ser feliz basta olhar para as alegrias mais simples.                                                                                                                                        Espero que fiquem felizes com a leitura.