segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Minha Vida Fora de série 3



Autora: Paula Pimenta
Número de páginas: 417
Avaliação: * * * 
   Sinopses: 1ª temporada  aqui                                                                                                                  2ª temporada  aqui                                                                                                                  3ª temporada  aqui                                                                                                                                                                                                                                                                 Descobri os livros da Paula Pimenta quatro anos atrás mais ou menos, então é como se conhecesse a personagem Priscila  na vida real mesmo. Então, preciso ser sincera e dizer logo a verdade: eu cresci durante esses anos, enquanto "Minha Vida Fora de Série" não evoluiu tanto quanto eu esperava. Isso ficou bem claro nesta "terceira temporada".                                          "Normalmente, passamos pelas mesmas ruas dia após dia, então não notamos uma árvore crescendo ou um prédio sendo construído. Nosso olhar se acostuma com a paisagem, e um belo dia a árvore está grande, o prédio está pronto, sem a gente nem perceber. Mas quando saímos do ambiente e depois voltamos, notamos as diferenças todas..."pág.255                                     Claro que continuo me identificando com a narrativa, por exemplo, com a relação de Priscila com suas amigas, com seus bichinhos de estimação e com sua cunhada e, neste último livro, com o fato de ela ganhar um afilhado. Eu também sou madrinha, então me vi bastante na história. Mesmo assim, tudo é contado de forma bastante simplificada, certos assuntos poderiam ser desenvolvidos melhor. É verdade que Paula Pimenta consegue jogar muito bem com flashbacks e com capítulos contados por personagens diferentes (por exemplo, um capítulo contado por Priscila, outro por Rodrigo, apesar de eu sentir falta de mais capítulos do Rodrigo). A autora também deixa pistas que só se resolvem depois, e então pensamos "claro, como não vimos que isso ia acontecer!", o que é um sinal de uma escrita inteligente.  Porém, toda essa habilidade em lidar com a forma de narrativa não acontece quando se trata do conteúdo, que poderia ser mais interessante e, em vez disso, acaba focando muito só no namoro de Priscila e Rodrigo.                                                                                                                                       Uma parte legal foi o encontro da Priscila com sua antiga amiga Luiza, porque mostrou que é possível nos reaproximar de pessoas que estavam distantes mas que voltaram para nossa vida, nos fazendo perceber o quanto são importantes para nós. A amizade fica diferente, porque as pessoas também mudaram, mas isso não significa que não possa ficar ainda melhor do que antes.                                                                                                                                      (Spoiler) O que me impressionou foi que fiquei mais triste e emocionada com a morte do furão Chico do que com a separação do casal principal. No livro Fazendo Meu Filme 3, até chorei com o final, quando Leo e Fani terminam o namoro de forma muito dramática. Já aqui, foi diferente, talvez por eu saber que a Priscila e o Rodrigo voltarão a ficar juntos algum dia.                                                                                                                                                                             A série da vida da Priscila segue com um roteiro cativante e, apesar de ter sido mais atraente para mim quando eu era mais nova, ainda tive aquela aquela vontade de não desgrudar do livro até terminar. Acho que sempre terei um carinho enorme pelo trabalho da Paula Pimenta. De todo modo, acabo com uma das citações de seriados, presentes no início de cada capítulo:                                                                                                                                                                "O mais importante é não se tornar amargo por causa das decepções da vida. Aprender a deixar o passado para trás. E entender que nem todo dia será ensolarado. Mas, quando você se encontrar perdido na escuridão e no desespero, lembre-se: somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas. E são essas estrelas que o guiarão de volta para casa. Então não tenha medo de cometer erros. Ou de tropeçar e cair. Pois, na maioria das vezes, as melhores recompensas vêm quando se faz aquilo que você mais teme. Talvez consiga tudo o que deseja. Talvez consiga mais do que jamais tenha imaginado..." (One Three Hill) pág.394        

sábado, 29 de agosto de 2015

Feliz por nada




Autora: Martha Medeiros
Número de páginas: 211
Avaliação: * * * * 

      As melhores crônicas de Martha Medeiros, uma de minhas autoras prediletas, estão reunidas aqui. Com seus pensamentos sobre o cotidiano, mas nem por isso banais, somos transportados para um lugar aconchegante, tranquilo, em que cada frase convida à uma reflexão sobre a vida. 

"(...) sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada (...)" Trecho da crônica que dá nome ao livro.

       Faz algum tempo que li este livro, mas dei uma olhada nos textos novamente para escrever aqui, transmitindo um pouco da experiência de ler Martha Medeiros. Dentro do possível, é claro, já que ler é uma experiência subjetiva. Cada pessoa lê um livro da sua maneira. Para mim, por exemplo, o fato de a obra ser composta por pequenos textos, de duas ou três páginas, é uma qualidade. Permite que se possa escolher o que ler primeiro e ainda, o que reler. A independência entre as crônicas torna tudo mais leve, diferente daquelas histórias que parecem não terminar nunca.                                                                                                                                              Como na verdade todas as crônicas foram publicadas em jornais antes de serem reunidas, eu já conhecia uma delas, "O Deus das pequenas coisas", lembro que quando li na Zero Hora ela realmente mexeu comigo, por isso foi legal tê-la no livro, para poder guardar. Na verdade, ela e outras do livro trazem a mesma ideia, de que para ser feliz basta olhar para as alegrias mais simples.                                                                                                                                        Espero que fiquem felizes com a leitura. 

sábado, 22 de agosto de 2015

A Livraria 24 horas do MR. Penumbra

Autor: Robin Sloan
Número de páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Avaliação:  * * * * * 

   Peço desculpas pela demora, mas voltamos bem, e com um livro marcante. A Livraria 24 horas de Mr. Penumbra traz a sensação de estarmos assistindo um seriado nerd divertido (como The Big Bang Theory), mas com elementos de mistério estilo Dan Brown.

    A história é de Clay Jannon. Ele mora em São Francisco e ficou desempregado por causa da crise, mas consegue um emprego na livraria de Penumbra. A partir daí ele percebe que o lugar não tem nada de comum, e a sua curiosidade o leva a uma aventura sobre conspiração internacional, códigos secretos e amor platônico, na busca pelo segredo da vida eterna.

   "Sempre que eu caminhava pelas ruas de São Francisco eu procurava anúncios de PROCURA-SE ATENDENTE nas vitrines, algo que não se costuma fazer, né? Eu deveria ficar mais desconfiado desses anúncios, pois empregadores decentes anunciam no Craiglist.
      Com certeza a Livraria 24 horas não tinha cara de empregador decente." Pág.15

      O romance trata de amizade e relações em geral, por isso achei muito inteligente tanto a trama como um todo quanto as pequenas referências e citações ao longo da narrativa, sobre temas atuais. Até visitas à sede da Google aparecem e, como não quero estragar a surpresa, digo somente que terminamos o livro pensando sobre como usar a tecnologia que temos disponível da melhor forma, ou ainda,  sobre como identificar a melhor tecnologia para cada situação.

       Leitura 100% recomendada.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um herói para ela



Autora: Lu Piras


Avaliação: * * *

Sinopse:  Bianca sempre quis ser roteirista de cinema. Para realizar seu sonho, ela sai do Brasil para estudar na famosa New York Film Academy.Em meio às emoções da nova vida na Big Apple, um rapaz misterioso acaba salvando a vida de Bianca em duas situações diferentes. Tudo o que ela sabe é que o seu herói tem no braço uma misteriosa tatuagem.

      Sem pistas sobre o seu protetor, ela é convidada para um show da banda The Masquerades, cujos componentes escondem os rostos atrás de máscaras. Uma rosa branca cai sobre o seu colo, arremessada pelo vocalista.

       Decidida a desvendar a identidade do mascarado, Bianca invade o camarim da banda. A surpresa que a aguarda por trás daquela porta poderá mudar o


       Se você está procurando uma leitura fácil, vá em frente. Como a personagem principal, Bianca, sonha em ser roteirista e consegue uma bolsa na New York Film Academy, eu me interessei na hora. Porém, acho que o melhor foi a descrição do bairro italiano em Nova Iorque e a banda de mascarados que Bianca conhece. Ah, claro, a relação com as colegas de quarto dela também é outro ponto forte.

"Se ela fizer aquilo que mais gosta, vai ser boa no que faz, vai ter orgulho de si mesma e só vai atrair coisas e pessoas boas para o seu lado."pág. 30

     Acontece que já li livros parecidos com este, então durante grande parte da leitura não fui surpreendida. Houve sim um grande momento de surpresa, o climax eu diria, que compensou definitivamente todo o resto, trazendo até cenas de ação. Senti como se estivesse vendo um filme. Mesmo que a história não seja incrível, se passamos a gostar dos personagens, já vale a pena. E achei legal quando Bianca oferece pão de queijo e guaraná a Salvatore, duas coisas típicas do Brasil. Literatura nacional tem dessas coisas.

"A cidade onde tantos ícones do cinema e da música deram asas a sua imaginação pulsava no ritmo acelerado de seu coração." pág.45

"Esse passado sobre o qual você está poetizando me ensinou que não preciso de ninguém para ser feliz. Aprendi a ser autossuficiente." pg299
         
         Basicamente, a história se passa em dois meses, o que é bom, por não ser um período muito longo, depois avança um pouco no tempo. Sem dar muitos spoilers, digo que o roteiro de Bianca pode ser um verdadeiro entretenimento se lhe dermos uma chance.   






quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cidades de Papel




Avaliação: * * * *

Número de páginas: 361


           SinopseQuentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 

           Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia. (site livraria saraiva)



         Narrado em primeira pessoa por Quentin, o livro de John Green é cativante do começo ao fim. Provavelmente isso acontece pelo tom informal e pelos personagens extremamente reais, a marca registrada do autor de  "A culpa é das estrelas" e "Quem é você Alaska?".
         
       "- Você sabia que na maior parte de toda história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? [...] Não havia planos.Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro.e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro."pgs 41-42


            Quentin tenta juntar as pistas para desvendar o mistério de Mago, e começa a se dar conta de que não a conhecia de verdade. E como fazer para descobrir quem ela é realmente? A última noite em que os dois se viram antes de Margo sumir deveria trazer respostas, porém não parece fazer muito sentido até perto do final do livro.

“ – Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. ”- pág. 357
. O interessante é que, como leitores, passamos a conhece-la pelos olhos de Quentin, essa é a principal causa do suspense contínuo.

E tem mais: Cidades de papel já virou filme e vai estrear nos cinemas em julho. Aqui está o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=efdWb_9h6aE 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Insurgente


Tenho o orgulho de apresentar a vocês a primeira resenha do blog: 



Avaliação: * * * *

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. (skoob)

              
       "Uma escolha se torna uma batalha" as palavras na contracapa mostram que o segundo volume da série Divergente tem potencial. Escrita envolvente, enredo alucinante e ótimas descrições, tudo isso está presente no livro. Como se não fosse o bastante, acrescente a coragem inspiradora de Tris e Quatro. Os dois lutam para proteger um ao outro, apesar dos seus recorrentes desentendimentos.

"Johana: Para que alcancemos a paz, precisamos primeiro ter confiança" Página 26


        Tris passa o início do livro sentindo-se culpada por Will, e essa análise psicológica da personagem prova a habilidade da autora em lidar com sentimentos profundos. Momentos de tensão foram intercalados com cenas divertidas, como quando injetam em Tris o soro da paz, na sede da Amizade, e ela fica toda boba.
         Nos capítulos seguintes, a história fica mais complexa, com o aparecimento dos sem-facção e com o episódio do soro da verdade, sem mencionar o ataque dos traidores da Audácia. Depois disso, alguns trechos não prenderam tanto minha atenção, mas logo a narrativa volta ao ritmo original.
         A temática de Insurgente vai muito além do cenário futurista, é muito atual: tolerância. Todo conflito surge da inabilidade em lidar com as diferenças. O mundo não é preto e branco como os azulejos do Merciless Market, na sede da Franqueza. Ás vezes, para resolver os conflitos é necessário enxergar o meio termo, o cinza.
          
Boa leitura!


PS: Outra resenha legal sobre a obra pode ser conferida neste site aqui: Livros e chocolate quente




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Livros!





               Identificar-se com um livro é uma coisa que não se explica racionalmente. Uma relação se estabelece entre autor e leitor, que vai além da simples interpretação do texto. Quando as palavras de uma história nos tocam profundamente, parece até mágica, música, ou as duas junto sei lá. É como se uma faísca se acendesse dentro de nós, dando a sensação de que poderíamos ler trezentas vezes a mesma passagem sem nos cansar. Por isso leitores continuam, página após página, querendo descobrir os próximos acontecimentos, mas nunca querendo que o livro acabe.


              Se você já sentiu isso (espero que sim), então irá gostar deste blog, pois aqui farei resenhas sobre os diversos livros que aparecem em minha vida, alguns mais marcantes que outros, mas todos dignos de consideração. Sei que já existem muitos blogs de resenhas literárias por aí, porém acho que nunca é demais.Então vai funcionar assim, para cada obra farei minhas observações e colocarei minha avaliação (1-5 estrelinhas).
                                  
                                                       Boa leitura!