Avaliação: * * * *
Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. (skoob)
"Uma escolha se torna uma batalha" as palavras na contracapa mostram que o segundo volume da série Divergente tem potencial. Escrita envolvente, enredo alucinante e ótimas descrições, tudo isso está presente no livro. Como se não fosse o bastante, acrescente a coragem inspiradora de Tris e Quatro. Os dois lutam para proteger um ao outro, apesar dos seus recorrentes desentendimentos.
Tris passa o início do livro sentindo-se culpada por Will, e essa análise psicológica da personagem prova a habilidade da autora em lidar com sentimentos profundos. Momentos de tensão foram intercalados com cenas divertidas, como quando injetam em Tris o soro da paz, na sede da Amizade, e ela fica toda boba.
Nos capítulos seguintes, a história fica mais complexa, com o aparecimento dos sem-facção e com o episódio do soro da verdade, sem mencionar o ataque dos traidores da Audácia. Depois disso, alguns trechos não prenderam tanto minha atenção, mas logo a narrativa volta ao ritmo original.
A temática de Insurgente vai muito além do cenário futurista, é muito atual: tolerância. Todo conflito surge da inabilidade em lidar com as diferenças. O mundo não é preto e branco como os azulejos do Merciless Market, na sede da Franqueza. Ás vezes, para resolver os conflitos é necessário enxergar o meio termo, o cinza.
PS: Outra resenha legal sobre a obra pode ser conferida neste site aqui: Livros e chocolate quente

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