segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um herói para ela



Autora: Lu Piras


Avaliação: * * *

Sinopse:  Bianca sempre quis ser roteirista de cinema. Para realizar seu sonho, ela sai do Brasil para estudar na famosa New York Film Academy.Em meio às emoções da nova vida na Big Apple, um rapaz misterioso acaba salvando a vida de Bianca em duas situações diferentes. Tudo o que ela sabe é que o seu herói tem no braço uma misteriosa tatuagem.

      Sem pistas sobre o seu protetor, ela é convidada para um show da banda The Masquerades, cujos componentes escondem os rostos atrás de máscaras. Uma rosa branca cai sobre o seu colo, arremessada pelo vocalista.

       Decidida a desvendar a identidade do mascarado, Bianca invade o camarim da banda. A surpresa que a aguarda por trás daquela porta poderá mudar o


       Se você está procurando uma leitura fácil, vá em frente. Como a personagem principal, Bianca, sonha em ser roteirista e consegue uma bolsa na New York Film Academy, eu me interessei na hora. Porém, acho que o melhor foi a descrição do bairro italiano em Nova Iorque e a banda de mascarados que Bianca conhece. Ah, claro, a relação com as colegas de quarto dela também é outro ponto forte.

"Se ela fizer aquilo que mais gosta, vai ser boa no que faz, vai ter orgulho de si mesma e só vai atrair coisas e pessoas boas para o seu lado."pág. 30

     Acontece que já li livros parecidos com este, então durante grande parte da leitura não fui surpreendida. Houve sim um grande momento de surpresa, o climax eu diria, que compensou definitivamente todo o resto, trazendo até cenas de ação. Senti como se estivesse vendo um filme. Mesmo que a história não seja incrível, se passamos a gostar dos personagens, já vale a pena. E achei legal quando Bianca oferece pão de queijo e guaraná a Salvatore, duas coisas típicas do Brasil. Literatura nacional tem dessas coisas.

"A cidade onde tantos ícones do cinema e da música deram asas a sua imaginação pulsava no ritmo acelerado de seu coração." pág.45

"Esse passado sobre o qual você está poetizando me ensinou que não preciso de ninguém para ser feliz. Aprendi a ser autossuficiente." pg299
         
         Basicamente, a história se passa em dois meses, o que é bom, por não ser um período muito longo, depois avança um pouco no tempo. Sem dar muitos spoilers, digo que o roteiro de Bianca pode ser um verdadeiro entretenimento se lhe dermos uma chance.   






quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cidades de Papel




Avaliação: * * * *

Número de páginas: 361


           SinopseQuentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 

           Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia. (site livraria saraiva)



         Narrado em primeira pessoa por Quentin, o livro de John Green é cativante do começo ao fim. Provavelmente isso acontece pelo tom informal e pelos personagens extremamente reais, a marca registrada do autor de  "A culpa é das estrelas" e "Quem é você Alaska?".
         
       "- Você sabia que na maior parte de toda história da humanidade a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? [...] Não havia planos.Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro.e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro."pgs 41-42


            Quentin tenta juntar as pistas para desvendar o mistério de Mago, e começa a se dar conta de que não a conhecia de verdade. E como fazer para descobrir quem ela é realmente? A última noite em que os dois se viram antes de Margo sumir deveria trazer respostas, porém não parece fazer muito sentido até perto do final do livro.

“ – Talvez seja mais como o que você falou antes, rachaduras em todos nós. ”- pág. 357
. O interessante é que, como leitores, passamos a conhece-la pelos olhos de Quentin, essa é a principal causa do suspense contínuo.

E tem mais: Cidades de papel já virou filme e vai estrear nos cinemas em julho. Aqui está o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=efdWb_9h6aE 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Insurgente


Tenho o orgulho de apresentar a vocês a primeira resenha do blog: 



Avaliação: * * * *

Sinopse: Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. (skoob)

              
       "Uma escolha se torna uma batalha" as palavras na contracapa mostram que o segundo volume da série Divergente tem potencial. Escrita envolvente, enredo alucinante e ótimas descrições, tudo isso está presente no livro. Como se não fosse o bastante, acrescente a coragem inspiradora de Tris e Quatro. Os dois lutam para proteger um ao outro, apesar dos seus recorrentes desentendimentos.

"Johana: Para que alcancemos a paz, precisamos primeiro ter confiança" Página 26


        Tris passa o início do livro sentindo-se culpada por Will, e essa análise psicológica da personagem prova a habilidade da autora em lidar com sentimentos profundos. Momentos de tensão foram intercalados com cenas divertidas, como quando injetam em Tris o soro da paz, na sede da Amizade, e ela fica toda boba.
         Nos capítulos seguintes, a história fica mais complexa, com o aparecimento dos sem-facção e com o episódio do soro da verdade, sem mencionar o ataque dos traidores da Audácia. Depois disso, alguns trechos não prenderam tanto minha atenção, mas logo a narrativa volta ao ritmo original.
         A temática de Insurgente vai muito além do cenário futurista, é muito atual: tolerância. Todo conflito surge da inabilidade em lidar com as diferenças. O mundo não é preto e branco como os azulejos do Merciless Market, na sede da Franqueza. Ás vezes, para resolver os conflitos é necessário enxergar o meio termo, o cinza.
          
Boa leitura!


PS: Outra resenha legal sobre a obra pode ser conferida neste site aqui: Livros e chocolate quente




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Livros!





               Identificar-se com um livro é uma coisa que não se explica racionalmente. Uma relação se estabelece entre autor e leitor, que vai além da simples interpretação do texto. Quando as palavras de uma história nos tocam profundamente, parece até mágica, música, ou as duas junto sei lá. É como se uma faísca se acendesse dentro de nós, dando a sensação de que poderíamos ler trezentas vezes a mesma passagem sem nos cansar. Por isso leitores continuam, página após página, querendo descobrir os próximos acontecimentos, mas nunca querendo que o livro acabe.


              Se você já sentiu isso (espero que sim), então irá gostar deste blog, pois aqui farei resenhas sobre os diversos livros que aparecem em minha vida, alguns mais marcantes que outros, mas todos dignos de consideração. Sei que já existem muitos blogs de resenhas literárias por aí, porém acho que nunca é demais.Então vai funcionar assim, para cada obra farei minhas observações e colocarei minha avaliação (1-5 estrelinhas).
                                  
                                                       Boa leitura!